23 de agosto de 2011

Invisível, mas real


O velhinho é infalível! Como um “cargueiro”, ele se incumbe de trazer e, também, de levar... Ele traz a cura e leva a dor. Traz o consolo e leva a perda. Traz a força para o recomeço, o otimismo para reerguer-se, e a esperança para prosseguir. O tempo é, sutilmente, fantástico! Caso o tempo não fosse tão real, não existiria passado. E caso ele não fosse tão importante, não existiria futuro, pois bastaria cada dia o sol, ou a lua, sem horas e datas.

Só “morre” de amor quem não deixa o tempo chegar e fazer a sua parte. Apega-se ao passado de tal forma, que faz do futuro a mesma face do presente. Amor não mata. Amor, cura! Mas, a falta de amor-próprio faz adoecer a alma!  

A solidão existe só para os que, no orgulho, sentem-se completos. Ou, àqueles que aceitam a fraqueza de sentirem-se incompletos, em razão de não terem uma única pessoa. A solidão também não mata. Porém, enlouquece a mente solitária e faz enfermo o corpo narcisista. Ps: prefira estar sozinho, mas nunca nos braços da solidão solitária! Estar sozinho é depurar-se.

Fico com as boas lembranças que o tempo deixou no passado; e com as  boas-novas que o futuro trará ao seu tempo. E o presente?! Ah! O presente é agora!

Tenho aprendido que tudo, verdadeiramente, passa!

Adriano Utsch Egg/Todos os direitos reservados.