9 de maio de 2012

Sensibilidade

Com o tempo se percebe que mesmo depois de adulto, cair é a melhor forma de aprender a andar, porém, sem o choro como de uma criança e sem a mãe para ajudar a levantar. E levantar, será mais uma forma de superar-se a cada dia, a cada tombo, a cada caminhada. Com o tempo se percebe, também, que é preciso abrir mão do orgulho e não segurar o choro, pois é ele que depura a alma dos que estão dispostos a aprender com as escoriações da queda. E, na maioria das vezes, choramos porque reconhecemos que precisamos aprender ainda mais sobre nós mesmos e sobre a vida.

Com o tempo se percebe que vivemos em um mundo repleto de vários outros pequenos mundos, pessoas que foram moldadas por convicções e princípios que as diferem de todos os outros. E por isso, é imprescindível que aprendamos a aceitar que ninguém precisa ser, pensar e agir como você. Reconhecer as diferenças que definem as pessoas é a sutil gentileza em dizer para si mesmo: não fujo à regra. Com o tempo, ainda, somos capazes de perceber que levamos anos para nos tornar quem somos, por isso precisamos da mesma paciência e complacência para aceitar o que os outros são, a forma como veem, sentem e expressam-se.

Com o tempo se percebe que várias pessoas vão passar em nossa vida apenas para dar tchau, e de alguma forma aprenderemos com suas curtas passagens. Aprendemos, inclusive, que é preciso lutar por aquilo que se acredita, insistir por aquele (a) que te faz bem, desbravar-se por momentos que te fazem feliz. Com o tempo se percebe, também, que você é capazes de se apaixonar novamente, amar de novo e ser feliz outra vez, porém, para viver e reviver tudo isso, é preciso acreditar em si mesmo e, principalmente, em quem está ao seu lado.

Com o tempo se percebe... Percebe-se que tudo vale a pena quando, dentro da alma, há motivação, esperança, compreensão e simplicidade para aprender com o tempo, com as pessoas, com as relações e com os sentimentos... Afinal, como eu já disse em algum momento da minha vida: não estamos prontos para coisa alguma! Entretanto, estaremos sempre preparados para sermos felizes! 
(Adriano Utsch Egg/todos os direitos reservados)