3 de julho de 2011

Sentidos da vida

À ação, antecede um incrível processo em que células cerebrais (re) definem, com o raciocínio, toda articulação muscular e física. Antes de um mínimo movimento, acontecem “explosões” internas que dificilmente conseguiríamos entender ou acompanhar toda essa biologia do corpo humano. Entretanto, esse mundo invisível só é possível porque no mundo externo algo está em constante movimento, mudança e transformação. Um mundo visível que adentra as vias dos sentidos e se transforma em sensações inexplicáveis e imensuráveis.

A vida começa por atitude. Atitude é o começo de tudo, ou quase tudo. Mas a pergunta é: o que estamos permitindo entrar em nossa mente e/ou coração? Quem está no controle, você ou sua atitude? O que estamos fazendo para que nossas absorções convertam-se em algo “novo” e agradável? Às vezes, não é possível controlar o que entra pelas vias dos sentidos, mas é possível controlar as mudanças que isso possa fazer dentro de nós. É possível conduzir a mente e o coração a favor daquilo que se espera ou não deseja. Tudo é questão de escolha, foco e uma constante sintonia entre o desejo e seu estímulo.

O coração e/ou mente é como uma grande lavoura... Cabe a cada um cultivar a semente que quiser, ou a que melhor lhe parecer à visão, ao som, ao toque, ao tato e/ou ao paladar. Enfim, fazer da sua lavoura uma terra fértil ou estéril para “aquilo” que adentra as vias da mente e/ou do coração. Porém, consideremos também que a mente e o coração é desprovidos dos sentidos, já que eles apenas respondem àquilo que permitimos germinar. E, é claro, “comemos” do fruto que cultivamos e colhemos aquilo que plantamos.


(Adriano Utsch Egg/Todos os direitos reservados)

Nenhum comentário:

Postar um comentário