12 de julho de 2010

Prefira a luz!


Não se pode culpar os outros pelas expectativas não correspondidas, tampouco assumir para si a responsabilidade daquilo que não deu certo ou não ocorreu da forma que desejávamos. Devemos julgar por mea-culpa.

Se as escolhas [as nossas e as do outro] fossem meras peças de um jogo de xadrez, bastaria burlar as regras ao bel-prazer do xeque-mate. Mas assim como num jogo, nossas escolhas também estão sob a iminência do "fracasso", principalmente quando não se joga com todas as possibilidades. Quando desconhecemos a possibilidade de um “não”, deixamos de aprender com os erros e nos perdemos no labirinto da prepotência!

As relações que estabelecemos sempre serão "trocas de interesses", e não por definição consciente de nossa parte, mas pelo sutil desejo de aceitar e ser aceito pelo outro, e tudo aquilo que vem consigo. 

Erramos não por não saber perder, mas por não aprender que um “não” nem sempre é uma perda, e sim uma oportunidade de nos depurarmos para algo maior que está no porvir. E às vezes, por força do destino, não obtemos o resultado desejado, mesmo assim acertamos pelo simples fato de modificar detalhes: crescemos porque algo foi (re)movido e fez grande diferença. Portanto, não percamos tempo em atribuir culpa, justificar o fracasso ou se atribular com o “não”. É melhor se vestir da experiência oportuna, que se perder nas buscas dos porquês e submergir-se no tempo que não se pode reaver.

(Adriano Utsch Egg/Todos os direitos reservados)

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