8 de julho de 2010

Quem se importa?

A vida é uma só, e a escolha também! Somos o que somos não pela escolha do outro, tampouco porque numa sessão terapêutica o analista disse que devemos ser isso ou aquilo outro. O mundo interior é uma construção diária, escolhas que compõem o livre arbítrio de qualquer pessoa que sabe onde está e aonde quer chegar.

Nos ensaios da vida, o importante é não se perder em si mesmo... Acreditar que o seu reflexo no espelho é fruto de um cultivo de si próprio, embora possa não ser o seu melhor... Somos capazes apenas quando acreditamos em nós mesmos, quando temos nítida consciência do potencial que temos para realizar mudanças e transformar nosso mundo segundo os nossos olhos e os nossos desejos.


Por que se importar com o que dizem ao nosso respeito? Lamentar-se-ão pelo simples fato de não terem tido a oportunidade de conhecer quem somos, o que “temos” e o que seremos. O preconceito sobreveste a mente naqueles que são incapazes de avançar, romper e desbravar o presente.


Devo temer aos que sempre me lançam sorrisos, pois seus olhos não refletem a verdade. Devo me proteger dos que me elogiam demais, pois do interior de suas almas impera a covardia da maledicência. Devo me esquivar dos que tocam meu ombro e juram amizades com palavras, pois esses sempre estarão longe quando eu precisar; amizade é percepção, não auto-afirmação. Enfim, devo dar importância aos meus olhos, porque por eles entram as minhas definições e deles saem o meu mundo, as projeções do que sou, do que quero e do que não quero... Neles estão os nossos sensores de limites, sinal cujo objetivo é conduzir-nos à reflexão, monólogo interno que permite (re) estudar e (re) direcionar o foco, a busca... Já que “as circunstâncias e os ambientes têm influências sobre nós, mas somos responsáveis por nós mesmos."
(William Shakespeare)


Afinal, quem se importa? Eu me importo!

(Adriano Utsch Egg/Todos os direitos reservados)

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