Saudade da inocência da infância, onde tudo, ou nada, sorvetes ou balas, serviam de motivos para revigorar o fôlego, encher o coração... Sorrisos largos sem medos e receios. Olhos atentos sem noção de tempo. Dos choros como quem não sabia pedir ou esperar. Passos firmes sem dar conta da distância, da fadiga, dos sentimentos que surgiriam dos mesmos passos.
Saudade da fantasia do primeiro amor, das sensações do primeiro beijo, da primeira vez que nem me lembro... Saudade de um tempo de saudade...
Saudade de quem se foi sem se despedir, deixando o sorriso e os bons momentos como um cartão postal de uma visita rápida, cuja passagem tatuou o coração de quem viu e conviveu.
Saudade de quem se despediu, mas ainda não se foi. Que resiste dentro do peito aos frios e calafrios das lembranças que não querem se apagar, nem descolorir.
Saudade é o produto interno bruto do tempo que passa, e com ele tudo o que foi bom. É a moeda com correção monetária que o coração não quer pagar, já que só ele sabe contabilizar o fator de risco e o rendimento dessa demanda interna. Tudo é saudade: matemática da mente e biologia do coração!
(Adriano Utsch Egg/Todos os direitos reservados)

Simplesmente saudade.....Muito bom !!
ResponderExcluirSaudade de tudo que podia ter feito !!!
ResponderExcluirnossa!! lindo!
ResponderExcluirOh Rik, saudade é assim msm... Ora chega, ora vai embora. Mas o seu melhor é sempre as boas lembranças.
ResponderExcluirMichelle, sua princesa linda!!! =D